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Máquina de bottons redondos ou quadrados: por qual começar?

De coração, a quadrada. De caso pensado, a redonda! Conheça minha experiência com as duas máquinas e descubra o que considerar para escolher por qual começar.

Máquina de bottons redondos ou quadrados: por qual começar?

Quando alguém me pergunta se eu indico a máquina de bottons quadrados ou redondos para começar, costumo responder com outra pergunta:

“Você quer a resposta de coração ou de caso pensado?”

De coração, a quadrada. De caso pensado, a redonda.

Calma, eu explico!

Foi pela quadrada que me apaixonei ao assistir a um vídeo nas redes sociais. Eu já imaginava minhas artes e fotografias se transformando em ímãs, fazendo parte da casa e das lembranças de alguém.

A redonda só entrou na minha história depois, enquanto eu assistia a outros vídeos e procurava materiais para repor o estoque. Quando conheci suas possibilidades, percebi quantos produtos diferentes poderia criar.

Por isso, hoje, para quem quer começar explorando uma variedade maior de produtos, eu indicaria a redonda.

Mas a quadrada continua tendo um lugar especial no meu trabalho — e no meu coração. A escolha depende do que você quer produzir, e vou contar o que aprendi usando cada uma.

A quadrada me conquistou pela simplicidade

Na minha experiência, a máquina quadrada é a mais fácil de usar. Achei o funcionamento intuitivo, o que ajudou bastante naquele começo.

Com ela, produzo:

  • Bottons de alfinete;

  • Ímãs;

  • Chaveiros com espelho.

Os ímãs com fotos foram o que primeiro chamou minha atenção. Gosto de pensar que uma imagem escolhida com carinho pode estar ali, à vista, toda vez que alguém abre a geladeira.

Se a sua ideia é trabalhar principalmente com lembranças fotográficas, o formato quadrado merece atenção.

Ele costuma facilitar o enquadramento das fotos que recebo, embora ainda seja necessário ajustar a imagem à área da peça.

A redonda abriu novas possibilidades

Quando conheci a máquina redonda, comecei a perceber quantos produtos diferentes poderia criar.

Com os equipamentos, matrizes e insumos que usava nessa fase, fazia:

  • Bottons de alfinete de 32, 44 e 58 mm;

  • Chaveiros simples de 32 e 44 mm;

  • Chaveiros com espelho de 58 mm;

  • Bottons duplos, usando peças de 44 e 58 mm;

  • Chaveiros abridores de garrafa.

Também é possível produzir ímãs redondos com os componentes adequados. Ou seja, o ímã de geladeira não precisa ficar restrito ao formato quadrado.

Essa variedade me permitiu montar um mostruário com opções para diferentes ocasiões e clientes.

E aí a imaginação começa a trabalhar: uma arte pode virar um acessório, uma lembrancinha ou um presente útil.

É essa variedade que me faz indicar a redonda para quem deseja experimentar diferentes produtos.

Antes da compra, porém, vale conferir quais matrizes e componentes são compatíveis com o modelo escolhido. A prensa, sozinha, não faz todos esses produtos: cada um precisa dos materiais e acessórios adequados.

Qual é mais fácil de usar?

Entre as minhas máquinas, a quadrada leva vantagem na facilidade.

A redonda exige mais atenção ao posicionamento da arte e da base do insumo. É a orientação dessa base em relação à arte que define se o botton ficará reto ou torto. No meu processo, faço marcações de referência para facilitar esse alinhamento.

Outro cuidado é com o encaixe das matrizes na máquina, para evitar danos aos pinos. Esse é um detalhe importante no equipamento que utilizo, sempre respeitando as orientações do fabricante.

O recorte fica mais simples quando usamos ferramentas adequadas. Para facilitar esse trabalho, indico o cortador circular para as artes redondas e a guilhotina com arredondador de cantos para as quadradas, respeitando as medidas de corte exigidas por cada modelo.

Preparar bem a arte, o recorte e o posicionamento da base facilita a montagem e faz diferença no acabamento.

Quanto investi em cada uma?

Na época em que comprei minha máquina quadrada, paguei R$ 756, incluindo a máquina, a entrega e os impostos da importação.

A redonda custou aproximadamente R$ 500.

Esses foram os valores das minhas compras, em momentos e condições específicos. Não são preços atuais nem uma comparação entre kits com os mesmos acessórios.

Além da prensa, é preciso observar o que vem no kit e o que será comprado separadamente: matrizes, componentes, ferramentas de corte e materiais para começar a produzir.

O valor que importa é o do conjunto necessário para fazer os produtos que você pretende oferecer.

Os insumos também fazem parte da escolha

Uma coisa que aprendi foi a olhar além da máquina:

“Vou conseguir repor os materiais das peças que quero vender?”

Nas minhas buscas, os componentes para bottons redondos de alfinete costumam ser fáceis de encontrar. Já alguns materiais para espelhos, chaveiros e, principalmente, abridores de garrafa de 58 mm exigem mais procura.

Com os quadrados, no início eu encontrava mais opções fora do Brasil. Ao longo da minha experiência, passei a encontrar fornecedores nacionais com mais facilidade e também opções mais baratas.

Outro assunto que gera dúvidas são os insumos quadrados com base lisa ou vazada.

Antes de comprar, confirme a compatibilidade do componente com sua máquina e sua matriz. A aparência ou o formato da peça, sozinhos, não são suficientes para decidir.

Esse cuidado ajuda a evitar comprar um material que você não conseguirá usar.

Fotos, frases e desenhos: o formato faz diferença

Para fotos, geralmente acho o quadrado mais fácil de trabalhar.

No redondo, é preciso prestar mais atenção ao enquadramento. Uma foto com pessoas de alturas diferentes pode deixar alguém perto demais da borda. Em uma imagem com várias pessoas lado a lado, talvez não seja possível incluir todo mundo sem reduzir bastante os rostos.

Às vezes, uso inteligência artificial para ajudar a adaptar o fundo ou a composição. Ainda assim, reviso o resultado para preservar as pessoas e os detalhes importantes da fotografia.

Frases e desenhos costumam me dar mais liberdade para organizar os elementos nos dois formatos.

Antes de escolher o formato, penso no que precisa aparecer na peça — e no que não pode ficar de fora.

O que meus clientes mais procuram?

No meu trabalho, a procura está muito ligada à ocasião.

Para o Dia dos Professores, Outubro Rosa e Novembro Azul, por exemplo, aparecem pedidos de chaveiros ou bottons redondos de alfinete.

No Dia dos Pais, os abridores de garrafa ganham espaço. Já para lembranças com fotos, os ímãs quadrados costumam ser a escolha.

Isso me mostrou que cada formato pode encontrar seu público. Ter variedade ajuda, mas conhecer o tipo de pedido que você pretende atender também orienta a compra da primeira máquina.

Afinal, por qual começar?

Se eu começasse hoje e quisesse montar um mostruário variado, escolheria a redonda primeiro.

A possibilidade de trabalhar com diferentes tamanhos e acabamentos amplia bastante as opções de criação.

Mas, se meu foco fosse produzir ímãs quadrados com fotos, a quadrada continuaria sendo uma escolha coerente com esse objetivo. Foi assim que comecei, e ela segue fazendo parte do meu trabalho.

Para facilitar sua escolha, pense no que você pretende produzir:

Quer experimentar diferentes tamanhos e produtos?
A redonda oferece mais possibilidades no meu trabalho e permite explorar diferentes tipos de peças.

Seu foco são ímãs quadrados e lembranças com fotos?
A quadrada atende bem a essa proposta e costuma facilitar o enquadramento das imagens.

Prefere começar com uma montagem mais intuitiva?
Entre as minhas máquinas, achei a quadrada mais fácil de usar.

Quer montar um mostruário variado para diferentes ocasiões?
Eu começaria pela redonda, pela variedade de tamanhos e acabamentos que posso oferecer.

Também existe o formato de coração. Eu o vejo como uma opção mais específica, cuja procura depende bastante da ocasião e da clientela.

E, antes que a brincadeira do começo cause confusão: quando digo que minha resposta é “de coração”, continuo falando da quadrada!

Você não precisa começar com todos os formatos. Pode escolher um, conhecer o processo, apresentar suas peças e ampliar as possibilidades conforme entender melhor seus clientes.

Eu comecei pela quadrada porque me apaixonei. A redonda veio depois e ampliou meu olhar.

A melhor escolha para começar é aquela que combina com os produtos que você quer fazer, com o investimento que pode assumir e com o público que deseja atender.

Quer visualizar algumas dessas possibilidades? Conheça os bottons, ímãs e chaveiros personalizados da Crica Studio e inspire-se nos diferentes formatos.

Cristiane Morales
Sobre o autor

Cristiane Morales

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