Crica Studio
← Todas as histórias
Empreendedorismo

Por que comecei a fazer canecas, mesmo com medo de não vender

Depois de trabalhar no ramo farmacêutico e em TI, decidi investir em uma vontade antiga: ter meu próprio negócio. Conheça a história das minhas primeiras canecas, entre economias, inseguranças e o apoio da família.

Por que comecei a fazer canecas, mesmo com medo de não vender

Antes mesmo de vender minha primeira caneca, eu já tinha um plano caso nada desse certo: dar tudo de presente. A família inteira teria lembranças garantidas em qualquer data.

Era uma maneira bem-humorada de lidar com um medo real: e se ninguém comprar?

Mas havia outra pergunta, talvez ainda mais incômoda: depois de tantos estudos e de trabalhar no ramo farmacêutico e em TI, o que as pessoas pensariam ao me ver fazendo canecas?

Essa preocupação durou poucos minutos. A vontade de trabalhar para mim mesma era maior do que o receio da opinião dos outros.

Foi assim que dei um passo que desejava havia muito tempo.

A vontade de ter algo meu já existia

Minha trajetória profissional sempre foi como CLT. Primeiro no ramo farmacêutico, depois na área de tecnologia. Mesmo enquanto seguia esse caminho, eu carregava a vontade de ter meu próprio negócio.

Cheguei a tentar vender outros produtos em plataformas de vendas, mas não tive sucesso.

A vontade, porém, continuava ali. Faltava encontrar algo que me envolvesse de verdade.

E foi nas canecas que encontrei uma possibilidade que me conquistou.

Por que canecas, se tanta gente já fazia?

Eu também me fiz essa pergunta. Entrar em um ramo em que tantas pessoas já trabalhavam parecia até loucura.

Mas algo me encantou: as artes que eu criava poderiam sair da tela e se transformar em algo que alguém pudesse segurar, usar ou dar de presente.

Uma criação digital poderia fazer parte do café da manhã de uma pessoa. Poderia carregar uma lembrança, um nome ou uma mensagem escolhida especialmente para alguém.

Essa possibilidade deu um sentido muito concreto à minha vontade de criar.

Foi o que me fez querer experimentar, mesmo sabendo que eu teria muito a aprender.

Meu começo foi em casa, com dinheiro economizado

Para começar, comprei prensa, impressora, tintas e papel específicos para sublimação. Também precisei de embalagens e de canecas de diferentes tipos e cores.

O investimento era alto para mim. Por isso, precisei economizar parte do meu salário para colocar a ideia em prática.

A decisão envolveu planejamento e escolhas. Antes das primeiras vendas, já existiam o dinheiro guardado e a expectativa de fazer aquilo funcionar.

Quando conto essa parte, quero lembrar que começar um negócio tem um lado muito prático. A vontade ajuda a dar o primeiro passo, mas é preciso entender o que comprar e quanto cabe na nossa realidade.

Esse foi o jeito que encontrei de começar.

O medo de vender — e o medo do julgamento

Eu tinha receio de investir e não conseguir vender. Foi aí que surgiu meu plano dos presentes para a família.

Só que, junto desse medo, veio um pensamento que talvez você também conheça:

“Com tudo o que estudei e com a experiência que tenho, vou começar a fazer canecas? O que vão pensar de mim?”

Hoje, vejo o quanto esse tipo de pergunta pode nos prender.

Naquele momento, minha resposta veio rápido: eu queria trabalhar para mim. Era uma vontade minha, e fazia sentido dar uma chance a ela.

Eu não precisava que todas as pessoas entendessem a minha escolha para começar a construí-la.

A primeira venda veio de quem estava por perto

Minha primeira venda foi para a própria família, que já estava me apoiando nessa escolha.

As pessoas que poderiam receber as canecas de presente acabaram se tornando meus primeiros clientes.

E eu dei valor a isso desde o início. Sempre valorizei cada centavo que ganho, então aquelas primeiras vendas já valiam a pena para mim.

Não precisei esperar um grande pedido para reconhecer a importância daquele começo. Vender algo que eu mesma havia criado já tinha significado.

Para quem também tem vontade de começar

Se você está pensando em ter um negócio próprio, talvez reconheça alguns desses receios. O medo de não vender, de escolher um ramo concorrido ou de ouvir comentários sobre a sua decisão.

Eu senti isso também.

Minha experiência não é uma garantia de que tudo será fácil. Já tentei vender outros produtos sem sucesso e precisei economizar para investir nas canecas.

Ainda assim, o conselho que eu daria é: dê um primeiro passo que caiba na sua realidade.

Pode ser pesquisar os materiais, entender os custos ou reservar um tempo para aprender. Começar também passa por essa preparação.

Você não precisa seguir o mesmo ramo que eu. Mas, se existe algo que você tem vontade de construir, vale olhar para essa possibilidade com atenção.

Porque, mesmo depois de tentar, eu ainda me fiz uma pergunta:

“Por que não tentei antes?”

Foi assim que comecei no mundo das canecas: com vontade de criar, medo de não vender e uma decisão de dar espaço ao meu próprio projeto.

E é um pouco dessa história que você encontra nas criações da Crica Studio.

Conheça as canecas personalizadas da Crica Studio e veja como uma ideia pode ganhar forma.

Cristiane Morales
Sobre o autor

Cristiane Morales

A Crica ajuda pessoas a transformar ideias em presentes cheios de significado, compartilhando inspirações e dicas para criar com carinho. 💙